[RESENHA] Virgem

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Com Virgem, Radhika Sanghani traz humilhações e experiências frustrantes da forma mais cômica possível.

Título: Virgem

Título original: Virgin

Autora: Radhika Sanghani

Ano de publicação: 2017

Páginas: 288

Editora: Fábrica 231

Comprar: Saraiva l Amazon

Ellie Kostalkis é uma garota com bons proveitos. Ótimas amigas, certeza de sua escrita e estabilidade financeira. Só tem algo fora do lugar: ela se sente humilhada por ainda ser virgem aos 21 anos. Faltando quatro meses para o fim da faculdade, ela não pode deixar de se comparar as amigas ou remoer por que ainda não aconteceu com ela.

Ellie se encontra nessa encruzilhada onde nenhum cara quer tirar sua virgindade ou apenas ter um encontro. E olha que ela realmente tenta achar alguém para isso. Sua melhor amiga é extremamente bonita, e, em sua opinião, isso a deixa nas sombras. Em uma festa da turma ela conhece Jack, que não é seu sonho, mas foi um bom começo. Um passo a frente para o fim da virgindade.

É preciso dizer que o livro não é o que eu esperava. Achei que leria muitas histórias hilárias sobre os diversos casos da caçada da protagonista. Na verdade acabei lendo algo totalmente diferente e ainda assim incrível.

Durante toda a leitura Ellie foi muito obcecada com o fato de ainda ser virgem, e isso a tornou monótona. Até mesmo depois quando entendi que ela tinha muitas perguntas e ninguém disposto a respondê-las, afinal, falar sobre a sexualidade da mulher ainda é um tabu. Depois que o enredo conduz a esse entendimento, todas as aventuras de Ellie passam a ilustrar dúvidas cotidianas na vida de toda mulher. Em conjunto a isso, a autora trouxe diversos exemplos de entretenimentos que foram referências para a protagonista. Mostrando o quanto ela baseava sua vida na ficção.

No ensino médio, passamos anos aprendendo a colocá-las em pênis de plástico, mas eu nunca tive oportunidade de testar essa habilidade. Parecia um ritual de passagem pelo qual eu precisava passar, e eu logo seria uma dessas garotas sagazes que carregam uma camisinha na carteira.

Virgem também abordou como a opinião masculina afetou a forma como ela se via. É triste que parte de suas experiências foram um fracasso uma vez que ela colocava a satisfação do homem em prioridade.

O teste de clamídia que foi o estopim de todo o enredo, fecha o livro. Pude ver uma Ellie que enaltece mais a si mesma e não permite que a visão masculina seja um obstáculo. Admiro que Rahika Sanghani tratou de assuntos significativos de forma realista e verdadeira. A sequência de nome Not That Easy é onde Ellie segue sua jornada de descobertas, e mal posso esperar para acompanhá-la.

 

CRÍTICA
Virgem
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Uma jornalista em preparo sempre acompanhada de um bom livro, um bom filme ou uma boa série.