[RESENHA] Um Ano Solitário – Alice Oseman

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Editora: Rocco
Autora: Alice Oseman
Ano de publicação: 2018
Páginas: 384
Sinopse: Cativante e genuíno, o romance acompanha a transformação de Tori Spring de uma adolescente apática em alguém que precisa deixar sua zona de conforto para trás. Tirando o blog onde escreve sobre seu pessimismo crônico e o irmão Charlie, que se recupera de um problema que o levou a tentar o suicídio, Tori se mantém indiferente ao resto do universo – incluindo o colégio, sua melhor amiga, garotos, filmes, livros, seus pais. E permanece alheia quando Michael Holden, novo na escola, tenta convencê-la a investigar um misterioso site chamado Solitaire, que tem causado algumas confusões no colégio. Tori mal percebe o esforço de Michael e de um outro amigo para se aproximarem dela. Mas quando as brincadeiras e jogos promovidos pelo grupo virtual começam a ficar estranhamente perigosos, a garota precisa dar um passo que pode mudar sua vida – e a maneira como vê o mundo e se relaciona com as pessoas – para sempre.

Embora a vida adulta seja cheia de deveres e responsabilidades, não há como negar que a adolescência é provavelmente a fase mais difícil da vida. É durante este período complicado que os problemas, sentimentos e amizades se tornam muito maiores e mais pesados do que já são. Tudo se intensifica. Talvez seja por isso que essa época é também tão perigosa.

Uma das principais coisas que devem ser destacadas sobre Um Ano Solitário é que a protagonista provavelmente não vai te encantar. Pessimista, introvertida e até um pouco grossa na maioria das vezes, Tori Spring é a clássica adolescente que odeia todo mundo e só se importa com seu blog (tudo bem, e com o irmão dela também). Outro fator importante a ser levado em conta é que, embora a narrativa seja em primeira pessoa através da voz dela, os pensamentos de Tori são quase aquilo que mais preenche as páginas.

Por isso, o início da leitora pode se tornar um pouco cansativo para quem não se afeiçoar muito com a personagem principal de imediato, mas essa “armadura” vai se desfazendo aos poucos. É, na verdade, através da construção de sua amizade com Michael e com o decorrer de outros acontecimentos que Tori percebe e começa a realizar a principal função da adolescência: entender quem é você. E, cá entre nós, quem não passou por essa difícil tarefa nessa fase da vida?

Além disso, o que mais prende atenção na trama é a existência do grupo Solitaire, baseado no jogo “Paciência”. Os enigmas durante a história e o mistério de ficar se perguntando “Quem está por trás disso? Qual será o próximo passo?” são muito interessantes, especialmente por ver a influência que um “jogo” tem entre os jovens. E, acima de tudo, o quanto ele pode prejudicar.

Por fim, Um Ano Solitário não é um livro que traz grandes aventuras, reviravoltas ou tenta deixar boas lições, mas é válido dizer que se trata de uma ótima história sobre personalidade e relações. Certamente, é uma trama que adolescentes vão se identificar.

CRÍTICA
Um Ano Solitário
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Futura jornalista apaixonada pelo mundo da literatura e do cinema.