‘Mulher Maravilha’ prova que o mundo não seria nada sem as mulheres

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O que seria do mundo sem as mulheres, não é mesmo? Aviso desde já que essa publicação não é exatamente uma crítica, e sim o relato de uma fã, mulher, jovem e que sonha em ser cineasta após ter assistido ao filme.

Confesso que fui assistir a “Mulher Maravilha” com a hype lá em cima. Além de todas os motivos citados acima, as críticas também falavam que eu deveria pensar assim, segundo eles, o filme era bom. E eu não discordo nem um pouco.

Mulher-Maravilha foi a primeira heroína da DC a não ser o equivalente de um herói masculino, como a Supergirl ou então a Batgirl, por exemplo. Quando fiquei sabendo que o filme aconteceria, confesso que fiquei muito animada.

Lembro que as pessoas falavam que um filme com uma protagonista herói mulher nunca rendaria, que não faria o público necessário e que por isso as empresas não investiam. Eles não poderiam estar mais enganados. O filme decolou na semana de estreia, tendo uma grande abertura. Mas, não é isso que mais surpreende.

Mulher Maravilha é, sem sombras de dúvidas, o melhor filme da nova era de filmes de super-herói da DC.

Gal Gadot lidera um elenco o qual não consegue acompanha-la. Seja pelo papel forte, independente e tão maravilhoso que ela interpreta, seja pelo protagonismo que ela precisa enfrentar. Mas, seus companheiros não seguem atrás. A questão é que eu não sinto muita vontade de falar sobre eles. Não por não serem bons personagens, eles são. Mas sim porque esse é sim um filme liderado por uma mulher, e não há duvidas nenhuma sobre isso.

Conforme os dois primeiros atos iam passando, eu pensava: Caramba, que filmão, bicho. Coitada da Marvel. Sei que é meio infantil esse pensamento, mas não pude deixar de pensar isso. Infelizmente, no ato final, o filme tem uma pequena queda, que me faz deixar essa conclusão, mas que não é totalmente prejudicial a história.

O filme segue com o aspecto cartunesco já estabelecido pelos dois anteriores, principalmente “Batman vs Superman”, e ao mesmo tempo segue o padrão de filmes antigos, seja na fotografia, seja nos efeitos especiais, e as histórias de grandes guerras. É por isso, aliás, que Mulher Maravilha da tão certo. Ver um filme de guerra com essa protagonista, mas sendo tão típico, e ao mesmo tempo tão atual por ser um filme de super-herói, faz com que a história simplesmente siga sem nenhum problema, dando uma sensação de nostalgia e alegria por estar vendo um filme incrível que essa heroína merece.

No terceiro ato, temos um twist que ao meu ver é completamente desnecessário. E, cuidado agora com o spoiler. Mas ao revelar que o personagem Ares não era quem esperávamos, eu tive a sensação de que essa foi uma decisão tomada de última hora, como amadores ao fazerem um filme. “Ah, e se o vilão não for o soldado alemão que todo mundo espera, e sim o soldado inglês?”. Confesso que na metade do filme eu já tinha entendido o intuito dos roteiristas, mas discordo completamente da necessidade de tal. Não havia nenhuma outra pista, referencia ou qualquer outra coisa que justificassem essa escolha. Pra um filme que estava seguindo uma história clássica, ele poderia simplesmente seguir com o que havia proposto. A mocinha encontra o vilão, e o derrota. Simples assim.

Mas, o confronto final não é afetado pelo twist, que após isso volta aos padrões clássicos, e a batalha entre o bem e o mal segue, ou melhor, entre o amor e a guerra.

Há quem reclame de no final Diana ter recorrido ao amor. Uma mulher que é independente ao decorrer do filme inteiro, ao ver o homem que ama (?) morrer, se desprende das amarras e derrota o vilão. Seria isso prejudicial a imagem que ela carregou a história inteira? Eu, sinceramente, digo que não. Porque ela não viu simplesmente o homem de seu interesse morrer. Ela viu o sacrifício dele, e de tantos outros a sua volta, e foi movida por esse amor. O amor em meio as falhas, que é o que faz com que passamos pela guerra.

E sinceramente, eu não vejo mal nenhum no nosso super poder ser o amor, não é o mesmo? Que assim seja. O amor que faz mães levantarem carros e salvarem seus filhos, que faz mulheres lutarem todos os dias pra se manterem em um mundo completamente machista, e sustentarem a si mesmas e a suas famílias. A nossa incrível capacidade de sentir, de sermos “fracas”, e isso nos fazer tão fortes.

Mulher Maravilha foi tudo o que eu esperava e mais um pouco. Me fez desejar, como quando criança, a ser aquela mulher. A lutar da maneira que ela lutou, e a ser quem ela foi. E que venham mais filmes protagonizados por mulheres! Que venham mais filmes dirigidos sim por mulheres, incrível como esse. Parabéns a Patty Jenkins, que conseguiu segurar muito bem a história, e entregar uma trama emocionante digna da heroína que a Diana é. E que venha Capitã Marvel, Batgirl e tantos outros pela frente!

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Formada em Cinema e Audiovisual, sou nerd antes mesmo de saber o que era isso. Apaixonada por séries e filmes, e curto um videogame. Escrevo desde que me conheço por gente, fosse redações na escola, descrição no RPG do Orkuto (Alô, HOB), ou roteiros na faculdade. De vez em quando, algo além disso sai e eu acabo colocando no meu blog. Cristã, 21 anos, Brasileira.